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Faturamento e Saúde Por Equipe Validador TISS

Checklist antes de enviar uma remessa TISS à operadora

Quando a operadora recusa uma remessa, o problema quase nunca é grande: é uma carteirinha vencida, um código fora da tabela, um total que não bate com a soma das guias. Só que ele aparece depois do envio, quando corrigir custa um ciclo inteiro de faturamento e o pagamento atrasa.

Com o fim do ano chegando, o volume de guias aumenta e o prazo para apresentar as contas aperta. Abaixo, dez conferências para fazer antes de enviar o lote. A maioria leva segundos por guia.

1. A versão do Padrão TISS que a operadora aceita

Cada operadora informa a versão do padrão que recebe. Se o seu sistema gera o arquivo em outra versão, ele pode ser recusado inteiro, mesmo com todas as guias certas. Confira no portal ou no manual da operadora e compare com a versão que o seu sistema gera.

2. Dados do beneficiário

Número da carteirinha, nome e validade do cartão. Carteirinha vencida ou com um dígito trocado é uma das causas mais comuns de glosa, e uma das mais fáceis de evitar.

3. Autorização e senha

Nos atendimentos que exigem autorização prévia, confira se o número da guia da operadora e a senha estão na guia, e se a data do atendimento está dentro da validade da autorização.

4. Códigos TUSS vigentes

Procedimentos, materiais, medicamentos e diárias precisam usar códigos da tabela TUSS válidos na data do atendimento. A ANS atualiza as tabelas várias vezes por ano: a última versão saiu em setembro de 2026, com códigos novos e nomes alterados (veja o que mudou). Código que saiu de vigência ou que o seu sistema ainda não conhece vira glosa.

5. Quantidades e valores

Em cada item da guia, a conta precisa fechar: quantidade × valor unitário × fator de redução ou acréscimo = valor total. Desconfie de quantidade ou valor zerado ou negativo e de casas decimais a mais. Diferença de centavos já basta para a operadora recusar.

6. Totais da guia

O total da guia precisa ser a soma exata dos itens, separados por tipo (procedimentos, materiais, medicamentos, taxas). Quando alguém edita um item à mão e esquece o total, a guia vai com o valor antigo.

7. Datas e prazo de envio

Data do atendimento, data de início e fim da internação, data da solicitação: confira se estão na ordem certa e dentro do período cobrado. Veja também o prazo de apresentação de contas do seu contrato com a operadora. Guia enviada fora do prazo pode ser glosada sem direito a recurso.

8. Profissional executante

Conselho profissional, número no conselho, UF e CBO do profissional que fez o atendimento. Cadastro desatualizado no sistema da clínica repete o mesmo erro em todas as guias daquele profissional.

9. O lote em si

  • Número do lote: não pode repetir o de uma remessa já enviada.
  • Quantidade de guias: o padrão aceita até 100 guias por lote, e algumas operadoras pedem menos.
  • Guias repetidas: a mesma guia enviada duas vezes no mesmo lote, ou em lotes diferentes, costuma ser glosada como cobrança em duplicidade.
  • Um tipo de guia por lote: consultas, SP/SADT e internações vão em lotes separados.

10. Integridade do arquivo

O arquivo TISS leva um código de integridade calculado sobre o conteúdo. Se alguém abriu o arquivo e alterou qualquer coisa depois que o sistema o gerou, esse código deixa de bater e a operadora recusa a remessa inteira. Sempre que editar o arquivo, refaça o código antes de enviar (veja como).

Depois do envio

Guarde o protocolo de recebimento que a operadora devolve. Se vier glosa, ele é a prova de que a remessa foi entregue no prazo, e você vai precisar dele no recurso de glosa.

O que o Validador TISS confere por você

Boa parte desta lista dá para conferir sem abrir guia por guia. Na versão grátis, o Validador TISS confere a estrutura do arquivo e os códigos TUSS, verifica a integridade do arquivo e a refaz se precisar. Ele também aponta o que está errado antes de você enviar.

No Plano Avançado, ele também:

  • corrige quantidades e valores zerados ou negativos, casas decimais, a conta de quantidade × valor × fator e os totais da guia;
  • converte o arquivo para a versão do padrão que a operadora pede;
  • mostra as guias em tabela, para conferir o lote de uma vez, com edição rápida e exclusão de guias do lote;
  • gera o relatório das guias, com exportação para PDF e Excel.

Antes da próxima remessa, passe o arquivo pelo Validador TISS. Leva menos tempo do que corrigir uma glosa.

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